Coluna Previna

Dr. Luís Verri

Os imunomoduladores biológicos inativam, com precisão e segurança, determinados alvos constituídos por células, citocinas e mediadores imunológicos presentes de forma anormal na circulação (2,3).

 

Os imunomoduladores biológicos são indicados, atualmente, para tratar enfermidades imunomediadas como: artrite idiopática juvenil, artrite reumatoide e doença inflamatória intestinal, entre outras, além de neoplasias. Nos pacientes que os utilizam, um quadro de imunodepressão se instala e seus efeitos imunomoduladores podem durar semanas ou até meses após a descontinuação da terapêutica (3,4).

Os anticorpos monoclonais da classe IgG passam para o feto através da placenta a partir do segundo trimestre de gestação. Inclusive, podem alcançar títulos mais altos nos bebês do que nas mães, como no caso da utilização de infliximabe e adalimumabe.

Já as proteínas de fusão, como etanercepte e certolizumabe, têm passagem restrita transplacentária e os níveis nos bebês são menores do que nas mães. O rituximabe, um anticorpo monoclonal anti-CD 20, quando utilizado no terceiro trimestre da gestação, é um depletor de linfócitos B para o bebê, cujos índices só voltam à normalidade após os seis meses de vida.

Devido à passagem transplacentária dos imunomoduladores, crianças nascidas de mães que utilizaram estes tipos de medicamentos durante os dois últimos trimestres da gestação devem ter a vacina BCG adiada por, pelo menos, 6 meses segundo a maioria das publicações (4,5-6). A SBIm recomenda adiar por um período de 6 a 8 meses a partir do nascimento.

Em relação à vacina Rotavírus, a AAP contraindica o seu uso nessa situação nos EUA (7). As demais referências citadas contraindicam a vacina Rotavírus, embora reconheçam a falta de dados (5,7). No Brasil, o manual dos CRIE não contraindica a vacina rotavírus para bebês de gestantes que fizeram uso de biológicos durante a gestação (8).

 

BIBLIOGRAFIA

01- Departamento Científico de I m u n i z a ç õ e s (2019-2021) Sociedade Brasileira Pediatria  setembro/2020

  1. American Academy of Pediatrics. Immunization in special clinical circumstances. In: Kimberlin DW, Brady MT, Jackson MA, Long SS, eds. Red Book: 2018 report of the Committee on Infectious Diseases. 31st ed. Itasca, IL: American Academy of Pediatrics; 2018: p.67-111.
  2. Chabner BA, Barnes J, Neal J, Olson E, Mujagic H, Sequist L. Terapias dirigidas para alvos: inibidores da tirosinocinase, anticorpos monoclonais e citocinas. In: Bruton LL. As bases farmacológicas da terapêutica de Goodman and Gilman. 12. ed. Porto Alegre: AMGH, 2012. p. 17311754.
  3. Hsiao B, Khan A, Kang I. Vaccinations and Biologics. Infect Dis Clin N Am. 2020;34: 425–450 https://doi.org/10.1016/j.idc.2020. 02.012
  4. Hyrich KL, Verstappen SMM. Biologic therapies and pregnancy: the story so far. Rheumatology 2014;53:1377-1385.
  5. The Australian Immunisation Handbook 10th Edition. Disponível em: https:// immunisationhandbook.health.gov.au/ vaccination-for-special-risk-groups/ vaccination-for-people-who-areimmunocompromised#people-withautoimmune-diseases-and-other-chronicconditions. Acesso em: 29/07/2020
  6. Flint J. BSR and BHPR guideline on prescribing drugs in pregnancy and breastfeeding—Part I: standard and biologic disease modifying anti-rheumatic drugs and corticosteroids. Rheumatolgy. 2016;55:1693 1697.
  7. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis. Manual dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais. 5 ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2019.




s imunomoduladores biológicos inativam, com precisão e segurança, determinados alvos constituídos por células, citocinas e mediadores imunológicos presentes de forma anormal na circulação (2,3).

 

Os imunomoduladores biológicos são indicados, atualmente, para tratar enfermidades imunomediadas como: artrite idiopática juvenil, artrite reumatoide e doença inflamatória intestinal, entre outras, além de neoplasias. Nos pacientes que os utilizam, um quadro de imunodepressão se instala e seus efeitos imunomoduladores podem durar semanas ou até meses após a descontinuação da terapêutica (3,4).

Os anticorpos monoclonais da classe IgG passam para o feto através da placenta a partir do segundo trimestre de gestação. Inclusive, podem alcançar títulos mais altos nos bebês do que nas mães, como no caso da utilização de infliximabe e adalimumabe.

Já as proteínas de fusão, como etanercepte e certolizumabe, têm passagem restrita transplacentária e os níveis nos bebês são menores do que nas mães. O rituximabe, um anticorpo monoclonal anti-CD 20, quando utilizado no terceiro trimestre da gestação, é um depletor de linfócitos B para o bebê, cujos índices só voltam à normalidade após os seis meses de vida.

Devido à passagem transplacentária dos imunomoduladores, crianças nascidas de mães que utilizaram estes tipos de medicamentos durante os dois últimos trimestres da gestação devem ter a vacina BCG adiada por, pelo menos, 6 meses segundo a maioria das publicações (4,5-6). A SBIm recomenda adiar por um período de 6 a 8 meses a partir do nascimento.

Em relação à vacina Rotavírus, a AAP contraindica o seu uso nessa situação nos EUA (7). As demais referências citadas contraindicam a vacina Rotavírus, embora reconheçam a falta de dados (5,7). No Brasil, o manual dos CRIE não contraindica a vacina rotavírus para bebês de gestantes que fizeram uso de biológicos durante a gestação (8).

 

BIBLIOGRAFIA

01- Departamento Científico de I m u n i z a ç õ e s (2019-2021) Sociedade Brasileira Pediatria  setembro/2020

  1. American Academy of Pediatrics. Immunization in special clinical circumstances. In: Kimberlin DW, Brady MT, Jackson MA, Long SS, eds. Red Book: 2018 report of the Committee on Infectious Diseases. 31st ed. Itasca, IL: American Academy of Pediatrics; 2018: p.67-111.
  2. Chabner BA, Barnes J, Neal J, Olson E, Mujagic H, Sequist L. Terapias dirigidas para alvos: inibidores da tirosinocinase, anticorpos monoclonais e citocinas. In: Bruton LL. As bases farmacológicas da terapêutica de Goodman and Gilman. 12. ed. Porto Alegre: AMGH, 2012. p. 17311754.
  3. Hsiao B, Khan A, Kang I. Vaccinations and Biologics. Infect Dis Clin N Am. 2020;34: 425–450 https://doi.org/10.1016/j.idc.2020. 02.012
  4. Hyrich KL, Verstappen SMM. Biologic therapies and pregnancy: the story so far. Rheumatology 2014;53:1377-1385.
  5. The Australian Immunisation Handbook 10th Edition. Disponível em: https:// immunisationhandbook.health.gov.au/ vaccination-for-special-risk-groups/ vaccination-for-people-who-areimmunocompromised#people-withautoimmune-diseases-and-other-chronicconditions. Acesso em: 29/07/2020
  6. Flint J. BSR and BHPR guideline on prescribing drugs in pregnancy and breastfeeding—Part I: standard and biologic disease modifying anti-rheumatic drugs and corticosteroids. Rheumatolgy. 2016;55:1693 1697.
  7. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis. Manual dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais. 5 ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2019.
s imunomoduladores biológicos inativam, com precisão e segurança, determinados alvos constituídos por células, citocinas e mediadores imunológicos presentes de forma anormal na circulação (2,3).

 

Os imunomoduladores biológicos são indicados, atualmente, para tratar enfermidades imunomediadas como: artrite idiopática juvenil, artrite reumatoide e doença inflamatória intestinal, entre outras, além de neoplasias. Nos pacientes que os utilizam, um quadro de imunodepressão se instala e seus efeitos imunomoduladores podem durar semanas ou até meses após a descontinuação da terapêutica (3,4).

Os anticorpos monoclonais da classe IgG passam para o feto através da placenta a partir do segundo trimestre de gestação. Inclusive, podem alcançar títulos mais altos nos bebês do que nas mães, como no caso da utilização de infliximabe e adalimumabe.

Já as proteínas de fusão, como etanercepte e certolizumabe, têm passagem restrita transplacentária e os níveis nos bebês são menores do que nas mães. O rituximabe, um anticorpo monoclonal anti-CD 20, quando utilizado no terceiro trimestre da gestação, é um depletor de linfócitos B para o bebê, cujos índices só voltam à normalidade após os seis meses de vida.

Devido à passagem transplacentária dos imunomoduladores, crianças nascidas de mães que utilizaram estes tipos de medicamentos durante os dois últimos trimestres da gestação devem ter a vacina BCG adiada por, pelo menos, 6 meses segundo a maioria das publicações (4,5-6). A SBIm recomenda adiar por um período de 6 a 8 meses a partir do nascimento.

Em relação à vacina Rotavírus, a AAP contraindica o seu uso nessa situação nos EUA (7). As demais referências citadas contraindicam a vacina Rotavírus, embora reconheçam a falta de dados (5,7). No Brasil, o manual dos CRIE não contraindica a vacina rotavírus para bebês de gestantes que fizeram uso de biológicos durante a gestação (8).

 

BIBLIOGRAFIA

01- Departamento Científico de I m u n i z a ç õ e s (2019-2021) Sociedade Brasileira Pediatria  setembro/2020

  1. American Academy of Pediatrics. Immunization in special clinical circumstances. In: Kimberlin DW, Brady MT, Jackson MA, Long SS, eds. Red Book: 2018 report of the Committee on Infectious Diseases. 31st ed. Itasca, IL: American Academy of Pediatrics; 2018: p.67-111.
  2. Chabner BA, Barnes J, Neal J, Olson E, Mujagic H, Sequist L. Terapias dirigidas para alvos: inibidores da tirosinocinase, anticorpos monoclonais e citocinas. In: Bruton LL. As bases farmacológicas da terapêutica de Goodman and Gilman. 12. ed. Porto Alegre: AMGH, 2012. p. 17311754.
  3. Hsiao B, Khan A, Kang I. Vaccinations and Biologics. Infect Dis Clin N Am. 2020;34: 425–450 https://doi.org/10.1016/j.idc.2020. 02.012
  4. Hyrich KL, Verstappen SMM. Biologic therapies and pregnancy: the story so far. Rheumatology 2014;53:1377-1385.
  5. The Australian Immunisation Handbook 10th Edition. Disponível em: https:// immunisationhandbook.health.gov.au/ vaccination-for-special-risk-groups/ vaccination-for-people-who-areimmunocompromised#people-withautoimmune-diseases-and-other-chronicconditions. Acesso em: 29/07/2020
  6. Flint J. BSR and BHPR guideline on prescribing drugs in pregnancy and breastfeeding—Part I: standard and biologic disease modifying anti-rheumatic drugs and corticosteroids. Rheumatolgy. 2016;55:1693 1697.
  7. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis. Manual dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais. 5 ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2019.
s imunomoduladores biológicos inativam, com precisão e segurança, determinados alvos constituídos por células, citocinas e mediadores imunológicos presentes de forma anormal na circulação (2,3).

 

Os imunomoduladores biológicos são indicados, atualmente, para tratar enfermidades imunomediadas como: artrite idiopática juvenil, artrite reumatoide e doença inflamatória intestinal, entre outras, além de neoplasias. Nos pacientes que os utilizam, um quadro de imunodepressão se instala e seus efeitos imunomoduladores podem durar semanas ou até meses após a descontinuação da terapêutica (3,4).

Os anticorpos monoclonais da classe IgG passam para o feto através da placenta a partir do segundo trimestre de gestação. Inclusive, podem alcançar títulos mais altos nos bebês do que nas mães, como no caso da utilização de infliximabe e adalimumabe.

Já as proteínas de fusão, como etanercepte e certolizumabe, têm passagem restrita transplacentária e os níveis nos bebês são menores do que nas mães. O rituximabe, um anticorpo monoclonal anti-CD 20, quando utilizado no terceiro trimestre da gestação, é um depletor de linfócitos B para o bebê, cujos índices só voltam à normalidade após os seis meses de vida.

Devido à passagem transplacentária dos imunomoduladores, crianças nascidas de mães que utilizaram estes tipos de medicamentos durante os dois últimos trimestres da gestação devem ter a vacina BCG adiada por, pelo menos, 6 meses segundo a maioria das publicações (4,5-6). A SBIm recomenda adiar por um período de 6 a 8 meses a partir do nascimento.

Em relação à vacina Rotavírus, a AAP contraindica o seu uso nessa situação nos EUA (7). As demais referências citadas contraindicam a vacina Rotavírus, embora reconheçam a falta de dados (5,7). No Brasil, o manual dos CRIE não contraindica a vacina rotavírus para bebês de gestantes que fizeram uso de biológicos durante a gestação (8).

 

BIBLIOGRAFIA

01- Departamento Científico de I m u n i z a ç õ e s (2019-2021) Sociedade Brasileira Pediatria  setembro/2020

  1. American Academy of Pediatrics. Immunization in special clinical circumstances. In: Kimberlin DW, Brady MT, Jackson MA, Long SS, eds. Red Book: 2018 report of the Committee on Infectious Diseases. 31st ed. Itasca, IL: American Academy of Pediatrics; 2018: p.67-111.
  2. Chabner BA, Barnes J, Neal J, Olson E, Mujagic H, Sequist L. Terapias dirigidas para alvos: inibidores da tirosinocinase, anticorpos monoclonais e citocinas. In: Bruton LL. As bases farmacológicas da terapêutica de Goodman and Gilman. 12. ed. Porto Alegre: AMGH, 2012. p. 17311754.
  3. Hsiao B, Khan A, Kang I. Vaccinations and Biologics. Infect Dis Clin N Am. 2020;34: 425–450 https://doi.org/10.1016/j.idc.2020. 02.012
  4. Hyrich KL, Verstappen SMM. Biologic therapies and pregnancy: the story so far. Rheumatology 2014;53:1377-1385.
  5. The Australian Immunisation Handbook 10th Edition. Disponível em: https:// immunisationhandbook.health.gov.au/ vaccination-for-special-risk-groups/ vaccination-for-people-who-areimmunocompromised#people-withautoimmune-diseases-and-other-chronicconditions. Acesso em: 29/07/2020
  6. Flint J. BSR and BHPR guideline on prescribing drugs in pregnancy and breastfeeding—Part I: standard and biologic disease modifying anti-rheumatic drugs and corticosteroids. Rheumatolgy. 2016;55:1693 1697.
  7. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis. Manual dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais. 5 ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2019.