Coluna Previna

Dr. Luís Verri

As vacinas têm se mostrado importante ferramenta de promoção de qualidade de vida e tem tido impacto positivo até mesmo em pessoas que praticam esportes. Felizmente, nos últimos anos, temos visto crescer o número de novos atletas e praticantes de atividade física. A prática regular de exercício físico moderado apresenta reconhecidos benefícios à saúde, porém, conforme a intensidade, tipo e duração do exercício, é possível haver alterações fisiológicas adaptativas dos diversos aparelhos do organismo, expondo o indivíduo a alguns riscos. Está comprovada, por exemplo, a associação de atividade física de intensidade elevada com o aumento da incidência de doenças infecciosas, principalmente as de vias aéreas superiores. Há algumas hipóteses para explicar esta associação, entre elas, a "Teoria da Janela Aberta", que defende que, após o exercício agudo intenso, ocorre um período (em geral de três a 72 horas) de maior suscetibilidade a infecções. Sem um intervalo de descanso adequado em dias de treinamento consecutivo, haverá prolongamento desta situação, e a "janela" continuará aberta por um período de tempo maior. Portanto, a vacinação deve estar inserida no contexto do atendimento ao esportista, pois este é o procedimento que possibilita maior impacto na redução de doenças e óbitos por doenças infecciosas.

Vacinas recomendadas para o esportista: INFLUENZA (GRIPE). PNEUMOCÓCICAS, HEPATITE (A e B) FEBRE AMARELA, MENINGOCÓCICA CONJUGADA, SARAMPO, CAXUMBA e RUBÉOLA, HPV, DIFTERIA, TÉTANO E COQUELUCHE